terça-feira, 5 de março de 2013

1º ano
Só há uma saída: a expansão marítima
No final da Idade Média, o comércio com o  Oriente era bastante lucrativo para os mercadores europeus. Todavia, o esgotamento das minas de metais preciosos na Europa reduziu significativamente essas vantagens econômicas, pois as especiarias e os produtos de luxo orientais eram trocados por ouro.
Com a queda de Constantinopla, em 1453, desapareceu o Império Bizantino e os turcos anexaram todas as terras do império. O custo das mercadorias era exorbitante. Os comerciantes precisavam buscar fontes de abastecimento livres do domínio muçulmano e do monopólio veneziano no Mediterrâneo ou descobrir novos locais fornecedores de ouro. Só assim poderiam impulsionar esse comércio.
A Europa se ressentia também da falta de mercados produtores agrícolas. A produção interna não era suficiente para alimentar a população, que voltara a crescer, passada a fase mais crítica das epidemias. Ao mesmo tempo, necessitava de novos mercados consumidores, uma vez que a população rural não tinha poder aquisitivo para absorver toda a produção artesanal dos burgos.
Era fundamental, portanto, encontrar novas rotas. Mas a navegação de longo curso exigia técnicas mais avançadas. Os europeus, acostumados à navegação no Mediterrâneo, teriam de enfrentar o Mar Oceano (Oceano Atlântico).
O pioneirismo português
Portugal foi o pioneiro no processo das grandes navegações. O pequeno território português está localizado na região mais ocidental na Europa continental e por isso seus portos eram utilizados como escala para os navios que interligavam a Itália e o Mar do Norte.
O Estado monárquico português centralizado se encaminhava para o absolutismo. Os interesses do rei coincidiam com os dos comerciantes: buscar as ricas fontes de especiarias, pedras e metais preciosos e seda.
A hora e a vez da Espanha
O navegador Cristóvão Colombo desejava testar as teorias que circulavam no meio científico europeu. Procurava quem financiasse uma expedição.
Os espanhóis concordaram em financiar a expedição proposta por Colombo e lhe forneceram todo o equipamento, além de lhe prometerem o título de vice-rei das terras descobertas. Foi um empreendimento arriscado, rumo ao desconhecido, uma luta contra a natureza, as lendas e as antigas certezas.
Heródoto Barbeiro, Bruna Renata Cantele, Carlos Alberto Schneeberger. História: de olho no mundo do trabalho. Scipione, 2004, pág. 156-160.

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