O liberalismo, a ideologia da burguesia
A economia mundial sofreu uma grande transformação com o desenvolvimento da Revolução Industrial. A burguesia industrial e o proletariado urbano defenderiam seus interesses segundo convicções próprias.
Na obra "A riqueza das nações", Adam Smith considerou o trabalho o gerador da riqueza.
Segundo Smith, a divisão do trabalho provoca um aumento da produtividade. Assim, se cada operário fizesse apenas uma operação, especializando-se, ocorreria o aumento da produção e o barateamento dos custos. Logo, os produtos no mercado custariam menos, estimulando o consumo.
No seu entender, as leis econômicas eram naturais, dispensando a atuação do Estado. O estabelecimento dos preços aconteceria pela Lei da Oferta e da Procura.
O papel que caberia ao Estado, nessa nova concepção, seria o de protetor das liberdades e segurança individuais e da propriedade privada. Daí a economia poderia ser exercida livremente e a riqueza se concentraria nas mãos dos mais habilitados.
Heródoto Barbeiro,
Bruna Renata Cantele, Carlos Alberto Schneeberger. História: de olho no mundo
do trabalho. Scipione, 2004, pág. 316.
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