sábado, 27 de abril de 2013




Turmas: 1º ano – Ensino Médio 
Quilombos

Muitos escravos de origem africana promoviam rebeliões e formavam quilombos: comunidades de escravos que fugiam e se concentravam em locais de difícil acesso.
Os bandeirantes atuavam como capitães-do-mato, destruindo quilombos e recapturando os fugitivos.
A luta mais prolongada contra a escravização se deu no Quilombo dos Palmares, atual Alagoas, na época pertencente a capitania de Pernambuco. Esse quilombo resistiu de 1629-1694. Os palmarinos constituíram uma força militar expressiva, invadindo fazendas para obter ferramentas e pólvora – além de libertar outros escravos. Mas eles também negociavam com criadores de gado, trocando produtos agrícolas por armas e munições.
O Quilombo dos Palmares era, na verdade, a reunião de várias comunidades e chegou a comportar 20 mil pessoas, na maioria negros, mas havia também índios, brancos e mestiços.
Em 1654, houve seguidas expedições fracassadas ao quilombo. Em 1678, o governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, assinou a paz com o líder palmarino Ganga Zumba. Zumba, porém, foi assassinado, e a liderança em Palmares coube então a Zumbi.
Para combater os palmarinos, foi contratado em 1687 o bandeirante Domingos Jorge Velho. Em 1692, ele foi derrotado em Palmares. No ano seguinte, reuniu cerca de 6 mil homens para um novo ataque. No combate final, os quilombolas foram massacrados, restando 510 prisioneiros. Zumbi escapou, mas, denunciado às autoridades por um de seus soldados, foi morto em 1695. Sua cabeça foi cortada e exposta em Recife.
Heródoto Barbeiro, Bruna Renata Cantele, Carlos Alberto Schneeberger. História: de olho no mundo do trabalho. Scipione, 2004, pág. 224.



Turmas: 8º ano 

Revolução Francesa
A Revolução Francesa provocou profundas mudanças políticas e sociais. Aconteceu a luta entre dois sistemas de governo: o absolutismo e o liberal.
As condições para a revolução
As crises na produção agrícola diminuíram a oferta de alimentos e provocaram a grande fome da década de 1780. A média dos salários era baixa e as melhores terras se concentravam nas mãos da nobreza, mas eram improdutivas. As péssimas colheitas de 1789 fizeram com que o povo se sublevasse.
A dívida pública subia dramaticamente e a burguesia financeira se recusava a conceder novos empréstimos. A nobreza e o clero eram isentos do pagamento de impostos.
Uma sociedade cheia de privilegiados
A sociedade francesa encontrava-se dividida em três estados ou ordens. O clero e a nobreza representavam o primeiro e o segundo estados, respectivamente. O terceiro estado era composto pelo restante da população, inclusive a burguesia.
A Igreja católica ajudava na manutenção do absolutismo, perpetuando uma forte aliança com os reis. 
Nas cidades, viviam uma massa de assalariados, artesãos, diaristas, operários e desempregados conhecidos como sans culottes.


Distribuição das terras na França no século XVIII
Clero
1% da população
20% das terras
Nobreza
2% da população
35% das terras
Terceiro Estado
97% da população
45% das terras
Adap. SOBOUL,Albert. História da Revolução Francesa.RJ.Zahar,1974.p23,26 e 30.




Heródoto Barbeiro, Bruna Renata Cantele, Carlos Alberto Schneeberger. História: de olho no mundo do trabalho. Scipione, 2004, pág. 264-265.
 

domingo, 21 de abril de 2013

Turmas: 1º ano – Ensino Médio
Sociedade e administração colonial - III
Os direitos e deveres de cada um
O donatário era o principal investidor, responsável pela produção das terras. A ele cabiam a fundação de vilas; a concessão de sesmarias; a escravização de indígenas; a nomeação de ouvidores e tabeliães; e a jurisdição civil e criminal. Porém, nem todos os donatários podiam arcar com os grandes custos desse empreendimento. Faltaram capital e apoio por parte da Coroa. As adversidades eram inúmeras, e os resultados não compensavam os gastos e os riscos. Apenas Pernambuco e São Vicente foram bem-sucedidas, ambas favorecidas pelos bons resultados obtidos com a lavoura da cana-de-açúcar, cujo produto alcançou bons preços na Europa.
Portugal tentou corrigir o sistema com a implantação do governo-geral em 1549, uma forma de centralizar a administração e que coexistiu com o sistema das capitanias hereditárias.


Heródoto Barbeiro, Bruna Renata Cantele, Carlos Alberto Schneeberger. História: de olho no mundo do trabalho. Scipione, 2004, pág. 208.