sábado, 6 de abril de 2013


Turmas: 1º ano – Ensino Médio
Sociedade e administração colonial - II
O sistema colonial de produção deu origem a uma vasta camada de marginalizados. Quem não se enquadrava nos grupos mencionados não tinham oportunidade de se estabelecer ou de se fixar.
Figura mais poderosa dessa estrutura, o senhor de engenho cumpria o papel de chefe político, juiz e delegado. A mulher, considerada uma geradora de herdeiros, não tinha voz ativa. Para evitar que o engenho se dividisse, o senhor contratava o casamento das filhas com um parente próximo. Casando-se, a mulher deixava de ser submissa ao pai e passava a ser ao marido.
Os escravos forros poderiam ser absorvidos nos engenhos, ganhando pelo seu trabalho.
Índios e africanos são transformados em escravos
Como instrumento de produção, o escravo tinha como função gerar produtos que seriam transformados em riquezas para seus proprietários. O próprio escravo era considerado uma mercadoria, que se vendia e comprava, gerando lucros.
Para sustentar a produção de gêneros tropicais, entraram no Brasil aproximadamente 3 milhões e meio de africanos de diferentes padrões culturais, procedentes de diversas regiões da África:
  • Sudaneses: que englobavam as culturas Nagô  Iorubá da Nigéria; os Minas, de Gana; e os Jeje, do Daomé.
  • Bantos: que correspondiam às culturas Angolana, Congolesa, Angola e Macua. Eram originários das costas de Angola e Moçambique. 

Os escravos eram obtidos por rapto, guerras ou escambo. Ao se deslocarem da África para a América, os africanos escravizados trouxeram consigo seu modo de vida, sua cultura e suas tradições.
Em relação às práticas religiosas, para fugir à repressão dos senhores, os negros misturavam a elas elementos católicos. Daí surgiu o sincretismo religioso, presente na umbanda e no candomblé.


Heródoto Barbeiro, Bruna Renata Cantele, Carlos Alberto Schneeberger. História: de olho no mundo do trabalho. Scipione, 2004, pág. 212-214.





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