Turmas: 1º ano – Ensino Médio
Sociedade e
administração colonial - II
O sistema colonial de produção deu origem a uma vasta
camada de marginalizados. Quem não se enquadrava nos grupos mencionados não
tinham oportunidade de se estabelecer ou de se fixar.
Figura mais poderosa dessa estrutura, o senhor de
engenho cumpria o papel de chefe político, juiz e delegado. A mulher,
considerada uma geradora de herdeiros, não tinha voz ativa. Para evitar que o
engenho se dividisse, o senhor contratava o casamento das filhas com um parente
próximo. Casando-se, a mulher deixava de ser submissa ao pai e passava a ser ao
marido.
Os escravos forros poderiam ser absorvidos nos engenhos,
ganhando pelo seu trabalho.
Índios e
africanos são transformados em escravos
Como instrumento de produção, o escravo tinha como
função gerar produtos que seriam transformados em riquezas para seus
proprietários. O próprio escravo era considerado uma mercadoria, que se vendia
e comprava, gerando lucros.
Para sustentar a produção de gêneros tropicais,
entraram no Brasil aproximadamente 3 milhões e meio de africanos de diferentes
padrões culturais, procedentes de diversas regiões da África:
- Sudaneses: que englobavam as culturas Nagô Iorubá da Nigéria; os Minas, de Gana; e os Jeje, do Daomé.
- Bantos: que correspondiam às culturas Angolana, Congolesa, Angola e Macua. Eram originários das costas de Angola e Moçambique.
Os escravos eram obtidos por rapto, guerras ou
escambo. Ao se deslocarem da África para a América, os africanos escravizados
trouxeram consigo seu modo de vida, sua cultura e suas tradições.
Em relação às práticas religiosas, para fugir à
repressão dos senhores, os negros misturavam a elas elementos católicos. Daí surgiu
o sincretismo religioso, presente na umbanda e no candomblé.
Heródoto Barbeiro,
Bruna Renata Cantele, Carlos Alberto Schneeberger. História: de olho no mundo
do trabalho. Scipione, 2004, pág. 212-214.
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