Turmas: 8º ano - Ensino Fundamental e 1º ano – Ensino Médio
Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates
Quase dez anos
depois da Conjuração Mineira, ocorreu na Bahia um novo movimento
revolucionário, promovido por brancos e negros pobres. Participaram da
Conjuração Baiana soldados, negros livres e profissionais como alfaiates,
pedreiros e sapateiros.
Os planos dos
revoltosos baianos incluíam: o fim da dominação portuguesa sobre o Brasil; a
proclamação de uma república democrática; a abolição da escravidão; o aumento da
remuneração dos soldados; a abertura dos portos brasileiros aos navios de todas
as nações; e a melhoria das condições de vida da população.
Inspirados pelas
idéias de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa, os
revoltosos distribuíam e colavam panfletos em lugares públicos.
O governador da
Bahia, Fernando José de Portugal e Castro, procurou descobrir os autores dos
panfletos. Não faltaram informantes que denunciassem o plano dos conspiradores.
Mais de 30
participantes foram presos e processados. Ao final, as penas mais severas
recaíram sobre os líderes mais pobres. Em novembro de 1799, quatro líderes
mulatos foram enforcados e esquartejados: os alfaiates João de Deus Nascimento
e Manuel Faustino dos Santos e os soldados Luís Gonzaga das Virgens e Veiga e
Lucas Dantas.
COTRIM, Gilberto.
História Global: Brasil e Geral. Volume único. Saraiva, 2005, pág. 355-356.
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Família Real no Brasil
No início do
século XIX, os exércitos de Napoleão Bonaparte, imperador da França, dominavam
diversos países europeus. A única força capaz de resistir ao exército francês
era a poderosa marinha de guerra inglesa.
Não podendo
dominar a Inglaterra pela força militar, Bonaparte tentou vencê-la pela força
econômica, Para isso, em 1806, decretou o Bloqueio
Continental, pelo qual os países do continente europeu deveriam fechar seus
portos ao comércio inglês.
Nessa época,
Portugal era governado pelo príncipe D. João, pois sua mãe, a rainha Maria I,
tinha problemas mentais. D. João pretendia manter-se neutro no conflito entre
franceses e ingleses. Os exércitos franceses não aceitaram essa indefinição e
invadiram Portugal, com o apoio de tropas espanholas.
Sem condições de
resistir à invasão das tropas franco-espanholas, D. João e a Corte portuguesa
fugiram para o Brasil, sob proteção de uma esquadra naval inglesa. Chegaram à
Bahia em 22 de janeiro de 1808.
COTRIM, Gilberto.
História Global: Brasil e Geral. Volume único. Saraiva, 2005, pág. 356.
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