domingo, 18 de agosto de 2013


Turmas: 8º ano - Ensino Fundamental e 1º ano – Ensino Médio
Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates
Quase dez anos depois da Conjuração Mineira, ocorreu na Bahia um novo movimento revolucionário, promovido por brancos e negros pobres. Participaram da Conjuração Baiana soldados, negros livres e profissionais como alfaiates, pedreiros e sapateiros.
Os planos dos revoltosos baianos incluíam: o fim da dominação portuguesa sobre o Brasil; a proclamação de uma república democrática; a abolição da escravidão; o aumento da remuneração dos soldados; a abertura dos portos brasileiros aos navios de todas as nações; e a melhoria das condições de vida da população.
Inspirados pelas idéias de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa, os revoltosos distribuíam e colavam panfletos em lugares públicos.
O governador da Bahia, Fernando José de Portugal e Castro, procurou descobrir os autores dos panfletos. Não faltaram informantes que denunciassem o plano dos conspiradores.
Mais de 30 participantes foram presos e processados. Ao final, as penas mais severas recaíram sobre os líderes mais pobres. Em novembro de 1799, quatro líderes mulatos foram enforcados e esquartejados: os alfaiates João de Deus Nascimento e Manuel Faustino dos Santos e os soldados Luís Gonzaga das Virgens e Veiga e Lucas Dantas.
COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. Saraiva, 2005, pág. 355-356.
 
Turmas:  8º ano - Ensino Fundamental e 1º ano – Ensino Médio
Família Real no Brasil
No início do século XIX, os exércitos de Napoleão Bonaparte, imperador da França, dominavam diversos países europeus. A única força capaz de resistir ao exército francês era a poderosa marinha de guerra inglesa.
Não podendo dominar a Inglaterra pela força militar, Bonaparte tentou vencê-la pela força econômica, Para isso, em 1806, decretou o Bloqueio Continental, pelo qual os países do continente europeu deveriam fechar seus portos ao comércio inglês.
Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe D. João, pois sua mãe, a rainha Maria I, tinha problemas mentais. D. João pretendia manter-se neutro no conflito entre franceses e ingleses. Os exércitos franceses não aceitaram essa indefinição e invadiram Portugal, com o apoio de tropas espanholas.
Sem condições de resistir à invasão das tropas franco-espanholas, D. João e a Corte portuguesa fugiram para o Brasil, sob proteção de uma esquadra naval inglesa. Chegaram à Bahia em 22 de janeiro de 1808.
COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. Saraiva, 2005, pág. 356.

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