domingo, 19 de maio de 2013



Turmas: 8º ano

O tesouro francês encontra-se ameaçado
A burguesia se negava a cobrir sozinha os déficits do tesouro. A ajuda prestada ao movimento pela independência dos Estados Unidos agravara a situação financeira da França
Diante da situação, o rei Luís XVI convidou o burguês Turgot para ministro das finanças. Uma das medidas da reforma proposta por Turgot foi a igualdade tributária, pela qual o clero e a nobreza perderiam suas imunidades fiscais. Em 1789, o déficit público previsto seria o dobro de todo o dinheiro que circulava na França. A nobreza e o clero se revoltaram diante das tentativas de supressão de seus privilégios.
A Bastilha cai no 14 de julho
A Bastilha simbolizava o poder do absolutismo real. Em 14 de julho de 1789 ocorreu o ataque popular à fortaleza.  Sua quebra simbolizou a força do movimento, demonstrando ao rei que nada estava a salvo da revolução.
Entre 20 e 26 de agosto, discutiu-se e aprovou a Declaração de Direito do Homem e do Cidadão, estabelecendo a igualdade civil. Era a consagração dos princípios iluministas burgueses. O povo, entretanto, não teve suas condições de vida melhoradas.
A agitação ganhava as ruas com as manifestações dos jacobinos. Amedrontado, Luís XVI fugiu para a Áustria, mas foi aprisionado e obrigado a voltar a Paris. As agitações se agravavam.
Os austríacos e os prussianos invadiram o país, mas foram abatidos na batalha de Valmy, em 20 de setembro de 1792. Luís XVI, acusado de cumplicidade e traição, foi deposto. O rei acabou sendo julgado e condenado. Foi guilhotinado em 21 de janeiro de 1793, na praça da Revolução.
Em 1793, foi promulgada a nova Constituição, também chamada de Constituição do Ano I da República, pelo calendário revolucionário. Foi introduzido o sufrágio universal masculino e a igreja separada do Estado. Pela primeira vez na história, o povo tinha direito ao voto.

Heródoto Barbeiro, Bruna Renata Cantele, Carlos Alberto Schneeberger. História: de olho no mundo do trabalho. Scipione, 2004, pág. 265-268.

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